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R-existência em Mata Cavalo: Uma história de luta pelo Cerrado e pela terra Quilombola em Mato Grosso, Brasil

Déborah Moreira1

GPEA/Instituto Caracol/ FDHT

A lógica de desenvolvimento capitalista, preocupada com o lucro imediato e caracterizada pelo descompromisso com as populações atingidas por seus empreendimentos e atividades, gera uma imensidão de impactos nos BIOMAS BRASILEIROS e CONFLITOS SOCIOAMBIENTAIS que em geral, recai de modo desproporcional sobre grupos sociais vulneráveis, o que caracteriza as injustiças ambientais.

Um exemplo de população que sofre com a degradação do bioma cerrado e que vivencia conflitos socioambientais em função desta degradação são os/as quilombos de Mata Cavalo. Essa comunidade está localizada aproximadamente a 10 km do município de Nossa Senhora do Livramento – MT, e tem a história marcada pela luta, resistência e violação dos direitos que lhes são garantidos pela Carta Magna (direito a terra, direito a moradia, direito ao meio ambiente equilibrado) (Mapa 01).

 

Mapa 01 - Localização do quilombo de Mata Cavalo, Nossa Senhora do Livramento – MT.

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Organização: Silva, R.; Jaber, M.; Sato, M., 2011.

 

Os quilombolas de Mata Cavalo lutam desde 1890 para fazer valer os seus direitos sobre um área de 14.000 (ha) que lhes foi expropriada por fazendeiros, garimpeiros e grileiros; desde então os moradores do quilombo enfrentam conflitos na luta pela terra e também sofrem com os impactos gerados pelos expropriadores no Bioma Cerrado (Quadro de Figura o1).

 

Quadro de figura 01 – Impactos no Cerrado caudados por fazendeiros e garimpeiros, expropriadores da terra quilombola, Nossa Senhora do Livramento – MT.

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Fotos: Déborah Moreira

 

Este artigo tem o objetivo de denunciar as violações de direitos humanos e da terra vivenciadas pela população de Mata Cavalo que vive em estreita relação com o cerrado e aumentar a visibilidade do grupo e de suas lutas cotidianas (Quadro de Figura o2). A comunidade de Mata Cavalo é vítima de injustiça ambiental, cuja situação de vulnerabilidade é agravada pela morosidade do Estado brasileiro na regularização da situação fundiária e efetivação dos direitos territoriais.

Os conflitos vivenciados estão relacionados a disputa pela terra, disputa por água, disputa por elementos naturais e por produtos da biodiversidade, estes conflitos estão diretamente relacionados com as atividades desenvolvidas pelos expropriadores, que causaram inúmeros impactos ambientais no território e que contribuem para a queda na qualidade de vida desta população (Mapa o2).

 

Quadro de figura 02 – Casas do Quilombo de Mata Cavalo, Nossa Senhora do Livramento, MT.

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Fotos: Déborah Moreira.

 

Mapa 02 – Mapa temático dos conflitos socioambientais relacionado com o elemento ar,

Quilombo de Mata Cavalo, Mato Grosso, 2017.

Fonte: Arte: Cristiane Almeida; Organização: Cristiane Almeida e Déborah Moreira, 2017.

A população tem sido obrigada a suportar uma carga desproporcional dos danos e prejuízos ambientais, as ações de fazendeiros e garimpeiros degradam o CERRADO e ameaçam diretamente os seus modos de vida e sua cultura, que está intimamente relacionado com a natura e a conservação dos bens naturais; sofrem com as injustiças ambientais, mas, sobretudo RESISTEM sem sair do território!

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NA ALDEIA NABORE EIAO, DO POVO BORORO

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O termo Bororo significa, na língua nativa, “pátio da aldeia”. Não por acaso, a tradicional disposição circular das casas faz do pátio o centro da aldeia e espaço ritual desse povo, caracterizado por uma complexa organização social e pela riqueza de sua vida cerimonial. A despeito de hoje terem direito a um território descontínuo e descaracterizado, o vigor de sua cultura e sua autonomia política têm atuado como armas contra os efeitos predatórios do contato com o “homem branco”, que se estende há pelo menos 300 anos.

Os Bororo se autodenominam Boe. O termo “Bororo” significa “pátio da aldeia” e atualmente é a denominação oficial.

Ao longo da história, outros nomes foram usados para identificar esse povo, tais como: Coxiponé, Araripoconé, Araés, Cuiabá, Coroados, Porrudos, Bororos da Campanha (referente aos que habitavam a região próxima a Cáceres), Bororos Cabaçais (aqueles da região da Bacia do Rio Guaporé), Bororos Orientais e Bororos Ocidentais (divisão arbitrária feita pelo governo do Mato Grosso, no período minerador, que tem o rio Cuiabá como ponto de referência).

Entre suas autodenominações, destacam-se aquelas vinculadas à ocupação territorial: Bóku Mógorége (“habitantes do cerrado”) são os Bororo das aldeias de Meruri, Sangradouro e Garças; Itúra Mogorége(“habitantes das matas”) correspondem aos Bororo das aldeias de Jarudori, Pobori e Tadarimana; Orari Mógo Dóge (“habitantes das plagas do peixe pintado”) remetem aos Bororo das aldeias de Córrego Grande e Piebaga; Tóri ókua Mogorége (“habitantes dos sopés da Serra de São Jerônimo”) era o nome dado a um grupo atualmente sem aldeia remanescente; Útugo Kúri Dóge (“os que usam longas flechas”) ou Kado Mogorége (“habitantes dos taquarais”) são os Bororo da aldeia de Perigara, no Pantanal.

Localização

O território tradicional de ocupação Bororo atingia a Bolívia, a oeste; o centro sul de Goiás, ao leste; as margens da região dos formadores do Rio Xingu, ao norte; e, ao sul, chegava até as proximidades do Rio Miranda (Ribeiro, 1970:77). Estima-se que esse povo tenha habitado essa região durante pelo menos sete mil anos (Wüst & Vierter, 1982).

Língua

Boe Wadáru é o termo usado pelos Bororo para designar sua língua original. Os lingüistas Rivet (1924) e Schmidt (1926) classificaram-na como isolada e possivelmente vinculada ao ramo Otuké. Posteriormente, um novo paradigma simplificou a classificação das línguas indígenas, reunindo-as segundo certas semelhanças, de modo que a língua bororo foi enquadrada no tronco lingüístico Macro-Jê (Manson,1950; Greenberg,1957).

Atualmente, a língua bororo é falada por quase toda a população. Até o final da década de 1970, contudo, crianças e jovens sofriam a imposição de um regime escolar da missão indígena que proibia que se falasse a língua nativa nas aldeias de Meruri e Sangradouro. Um processo de reavalização e autocrítica dos salesianos culminou no resgate da língua original e do ensino bilingüe. Assim, em todas as aldeias, a maioria da população fala português e bororo.

No cotidiano, a língua falada é a nativa, acrescida de neologismos assimilados do português regional, o qual é acionado apenas nos contatos interétnicos.

Situação atual do território

Atualmente, os Bororo detêm seis Terras Indígenas demarcadas no Estado do Mato Grosso, num território descontínuo e descaraterizado, que corresponde a uma área 300 vezes menor do que o território tradicional. As Terra Indígenas MeruriPerigaraSangradouro/Volta Grande e Tadarimana estão registradas e homologadas; a TI Jarudori foi reservada aos índios pelos SPI (Serviço de Proteção ao Índio), mas foi sendo continuamente invadida, a ponto de hoje estar totalmente ocupada por uma cidade; já a TI Teresa Cristina está sob júdice, uma vez que sua delimitação foi derrubada por decreto presidencial.

Na década de 1970, o alto grau de insatisfação dos Bororo fez surgir um movimento reivindicatório pela recuperação de suas terras tradicionais e pela melhoria dos serviços de saúde e educação. Um caso emblemático desse movimento foi a luta pela terra do Meruri, que culminou no famoso massacre levado a cabo pelos fazendeiros de General Carneiro, onde foram assssinados  Simão Bororo e o Padre Rodolfo (missionário Salesiano), em 1976.

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A Aldeia Nabure Eiao faz parte de Meruri e está distante uns 8 km da aldeia central, pertence ao município de General Carneiro.

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As pessoas que ali vivem dependem basicamente da floresta, da terra, da caça e da pesca. A terra é bastante arenosa, e nesta época do ano quando a chuva não vem, torna-se seca e a falta de água dificulta a produção, o plantio e a sobrevivência.

Foi plantado pomar que está crescendo ainda. Tem mangueiras, pequizeiro, cajueiro, cumbaru, amora, e outras frutas do cerrado. A esperança é que produza muitos frutos e resista à seca. As árvores do cerrado têm raízes profundas para tirar da profundidade da terra a água que as mantém vivas durante a estiagem.

O cerrado é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma área de 2.036.448 km2, cerca de 22% do território nacional. Em Mato Grosso encontram-se as nascentes de duas, das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazônica e Tocantins), o que resulta em um elevado potencial aquífero e favorece a sua biodiversidade.

O cerrado é a segunda maior formação vegetal brasileira e originalmente ocupava uma área de quase dois milhões de km2, sendo que hoje ocupa apenas 20% do total. Em Mato Grosso a área ocupada por este bioma é de aproximadamente 300 mil km2, o equivalente a 34% do território estadual.

Mas toda essa biodiversidade está sendo destruída pelo agronegócio e a pecuária. As árvores nativas estão sendo derrubadas, as fontes e nascentes destruídas e os rios poluídos por agrotóxicos, mineradoras e transformados pelas hidrelétricas. O calor está aumentando e as chuvas escasseando. Cachoeiras estão secando e as belezas naturais sendo vendidas e saqueadas.

Os povos indígenas e quilombolas ainda preservam as matas em pé e por isso seus territórios estão sendo cobiçados por empresas e bancos estrangeiros para projetos de reserva de carbono. A floresta, as matas são presa fácil  aos interesses de empresários, fazendeiros, pecuaristas e governos corruptos e corruptores.

 

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Os povos indígenas estão ameaçados e cooptados para entregarem suas terras ao controle destes interesseiros que só visam seus interesses pessoais sem dar o mínimo valor à terra e aos que vivem nela. Seus interesses são as cifras e o poder.

Enquanto isso, os que preservam também sofrem as conseqüências quando hidrelétricas são construídas em rios que abastecem suas aldeias e fornecem o peixe, ou quando inundam seus território e alagam suas roças. Sofrem quando dependem das chuvas para irrigar suas plantações e por causa da derrubada das florestas, elas já quase não caem, ou quando os animais perecem e já não se encontra mais. A anta, o porco do mato, os macacos e outros animais que já não encontram alimento como antes invadem as roças e se alimentam da mandioca, da batata, da banana que seria para alimentar as pessoas que vivem nas aldeias.

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Mas mesmo com idade avançada e vendo a mandioca ser comida pela anta, a mãe da aldeia Nabure Eiao não desanima, continua a plantar e acreditar que da terra arenosa, seca e sem chuva, aquilo que se planta, um dia vai brotar e alimentar toda a aldeia

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Desde os mais pequenos,  até os maiores…

… vale a pena acreditar, sonhar e plantar…

 

 

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Faz isso e muito mais pelos filhos, netos, bisnetos e tataranetos, porque a vida semeada, a luta pela terra e a terra conquistada alimentam o sonho no cotidiano, na festa, nos rituais, na partilha e na resistência!

 

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E nós, com o pouco que temos e o desejo imenso de caminhar juntos, a vida E A CULTURA PRESERVAR, não desistiremos jamais, porque temos certeza que “os poderosos podem matar uma, duas e até mil rosas, mas jamais poderão impedir que venha a primavera…” (Bertold Brech).

Sandra Regina Duarte

Do CIMI e do Fórum de Mudanças Climáticas e Justiça Social – Cuiabá/MT

Sandra Regina Duarte é multiplicanda do Processo de Formação Continuada e Multiplicadora do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social

Aquecimento global é uma grave ameaça à saúde

 

Aquecimento global é uma grave ameaça à saúde, aponta relatório da revista The Lancet

 

Poluição, ondas de calor, epidemias, desnutrição… Um novo relatório do “The Lancet” avalia os efeitos do aquecimento global na saúde humana de forma perturbadora.

A reportagem é de Delphine Nerbollier, publicada por La Croix International, 01-11-2017. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.

 

aquecimento global tem um custo enorme para a nossa saúde e, como enfatizou, em 2015, a Comissão de Saúde e do Clima (Commission for Health and Climate)do The Lancet, pode estragar os últimos 50 anos de progresso da medicina no mundo.

 

Agora, um novo relatório publicado na respeitada revista britânica na terça-feira, dia 31 de outubro, confirma a tendência alarmante.

 

O relatório, que é a primeira edição de “The Lancet Countdown: Tracking Progress on Health and Climate Change” (Contagem Regressiva The Lancet: Acompanhando o Progresso na Saúde e nas Mudanças Climáticas), analisa os efeitos das ondas de calor, da poluição e da proliferação de insetos vetores de epidemias em grande escala, acompanhando 40 indicadores.

 

A “Contagem Regressiva The Lancet” resulta de um projeto conjunto de 24 organizações de pesquisa e instituições internacionais, como a Organização Mundial da Saúde e o Banco Mundial. O objetivo é publicar um relatório a cada ano até o ano de 2030.

 

Os números falam por si. Entre 2000 e 2016, o número de pessoas vulneráveis expostas às ondas de calor disparou.

 

Em 2015, a taxa aumentou em 125 milhões, afetando 175 milhões pessoas, com inúmeros riscos importantes, tais como insolação e agravamento de condições cardíacas ou de insuficiência renal pré-existentes.

 

De acordo com o relatório, apenas a poluição por carbono contribuiu para mais de 800.000 mortes prematuras na Ásia neste mesmo ano. Os efeitos das ondas de calor e da seca na produção agrícola e no abastecimento de alimentos também causam preocupação.

 

A revista The Lancet estima que o aumento de temperaturas causou uma queda de 5,3% na produtividade dos trabalhadores em áreas rurais desde 2000, colocando as populações agrárias carentes em risco de não conseguirem se sustentar.

 

O relatório também destaca o aumento alarmante da desnutrição no mundo. De acordo com os cálculos dos pesquisadores, cada grau a mais pode resultar em uma diminuição de 6% e 10% na produção de trigo e de arroz, respectivamente.
Epidemias também foram objeto de atenção no relatório.

 

A incidência de certas doenças, como a dengue e o chicungunha, em breve, pode aumentar muito, devido ao clima mais quente e à proliferação de mosquitos vetores. Os pesquisadores estimam que a capacidade vetorial para a transmissão da dengue já aumentou 9,4% desde a década de 50.

 

Esta é uma observação preocupante, porque as consequências para a saúde poderiam ter sido diminuídas se políticas ambiciosas de mitigação e adaptação tivessem sido postas em prática durante a década de 90, após as primeiras advertências da ONU e do IPCC sobre o estado do planeta.

 

Os pesquisadores foram cautelosos nas suas conclusões nesta primeira edição. Isto é particularmente significativo, uma vez que os efeitos das alterações climáticas na saúde pública também contribuem para o aumento da desigualdade no mundo, afetando as populações mais vulneráveis primeiro.

 

Porém, os pesquisadores também veem o lado bom da situação, com o aumento geral da consciência nos últimos cinco anos e, em particular, com o acordo de Paris, de 2015.

 

“Pode ir de uma grande ameaça para a saúde a maiores avanços no campo da saúde durante a próxima década”, afirma o professor Anthony Costello, diretor da OMS, que co-dirigiu o relatório.

 

Os autores também pediram uma aceleração da “transição para uma sociedade com baixo consumo de carbono”.

http://www.ihu.unisinos.br/573296-aquecimento-global-e-uma-grave-ameaca-a-saude-aponta-relatorio-da-revista-the-lancet

Injustiças climáticas no Pantanal de Mato Grosso*

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* As autoras integram o Instituto Caracol e o Grupo Pesquisador em Educação Ambienta, Comunicação e Arte (GPEA-UFMT), Cuiabá, MT.

Juciele Bertoncello 

Jakeline Fachin 

Déborah Moreira 

As mudanças climáticas causadas principalmente pela ação antrópica e pelo modo de exploração capitalista dos componentes naturais têm se constituído em um fator de grande ameaça à soberania desses grupos. Sentida com mais intensidade nas últimas décadas, as mudanças nos regimes climáticos, expressas em secas prolongadas, tempestades e cheias atípicas, são algumas das consequências ambientais que têm aumentado a injustiça ambiental e exposto a nossa incapacidade de lidar com os efeitos adversos das mudanças e variações climáticas.

O sistema de exploração capitalista degrada seres humanos e natureza, poluem terra, água e ar contribuindo severamente para mudanças ambientais globais e ocasionam o movimento forçado de grupos em condição de vulnerabilidade, consequências desse desenvolvimento iníquo que altera as condições ambientais e acelera as mudanças climáticas.

Trazemos neste documento alguns impactos ambientais praticado por latifundiários da região de Poconé em Mato Grosso (MT), que tem afetado a vida e o bem viver comunidades do pantanal Mato Grossensse. Impactos esses que são também forcas motrizes no agravamento do cenário de conflitos na região e que potencialmente aceleram as mudanças climáticas (desmatamentos e queimadas) e aumenta as disputas por bens naturais (disputa por água) (TABELA 01).

TABELA 01 – Impactos Socioambientais que potencialmente agravam as mudanças e as injusticas climáticas, Poconé-MT.2

Tabela Conflitos MT

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