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A ÁGUA, MÃE DA VIDA, NÃO PODE SER PRIVATIZADA!

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CARTA DO

FÓRUM DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS E JUSTIÇA SOCIAL E DO

MOVIMENTO DE EDUCAÇÃO DE BASE

Nós, participantes do Seminário “A ÁGUA NA PERSPECTIVA DO BEM VIVER”, vindos de diversos movimentos sociais e populares de todos os biomas do Brasil, afirmamos que a água é um bem comum. Não pode ser privatizada! “O acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal” (Papa Francisco).

(leia mais no documento original abaixo.)

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A questão da água nas periferias de Fortaleza.

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(prefeitura de fortaleza intervindo na Lagoa da Rosinha, em Fortaleza com o uso de retroescavadeira)

Fortaleza é uma cidade entre rios, lagoas e litoral. Nossas lagoas estão em estado de assoreamento e algumas já nem existem mais, diante da lógica dos grandes empreendimentos, como foi o caso da lagoa da Rosinha, na Serrinha (bairro de Fortaleza) que hoje está aterrada para dar lugar ao supermercado de atacado.

Temos uma situação muito séria se agravando entorno da questão da água com desafios para os movimentos e coletivos socioambientais na cidade, diante da luta contra os grandes grupos econômicos e agenciados pelo Estado.

Na visão dos governos, a água é uma questão para a lógica de desenvolvimento e para os grupos econômicos; uma oportunidade lucrativa que torna cada vez mais a água uma mercadoria a pressionar os governos para lógica da privatização.

Nossos rios vêm sendo atacados pela especulação imobiliária e pelas gestões político-administrativas que não protegem esses ecossistemas contrariando o que diz a lei. Infelizmente, acompanhamos o contrário: o Estado favorece o capital imobiliário da cidade em troca de favores e politicagem.

Nós estamos denunciando e cobrando do poder publico a fiscalização e manutenção desses espaços.

Na Serrinha, fizemos um ato para exigir da prefeitura a manutenção e revitalização dos chafarizes populares.

No Grande Jangurussu, lutamos pela revitalização da Lagoa da Pedra (Conjunto São Cristovão)  e pela barragem do Cocó (Conjunto Palmeiras).

Acreditamos que se faz necessário colocar nas agendas dos movimentos sociais e nas organizações da esquerda a luta sócio ambiental no meio urbano,  como grande desafio para a sustentabilidade e justiça social.

Nossa pauta é em defesa de comunidades tradicionais, como a luta da comunidade Casa de Farinha e Boca da Barra, no bairro Sabiaguaba, também em Fortaleza. Lutamos também pela revitalização das lagos e rios em territórios socialmente vulneráveis, como Rio Manguarapinho e  rio Cocó e pelo saneamento básico nas comunidades da periferia que não tem esse direito essencial à vida.

Contra qualquer gentrificação social e remoção de comunidades.

Pelo direito à cidade.

Coletivo sócio ambiental Jangu

 

Biomas do Piauí

fotos biomas piuai

Piauí tem área de 251 577,738 km e tem uma população de 3.194,718 habitantes. Os biomas que estão presentes no estado são: Cerrado. Mata dos cocais, floresta estacional semidecidual e caatinga.

No Piauí, a caatinga é o bioma predominante, representa 28,4 % da vegetação do território e envolve 63 municípios. O Estado conta com o registro de 932 espécies de animais e 20 gêneros de plantas exclusivos da caatinga. Entre eles 44 espécies de lagartos, quatro de quelônios, três de crocodilos, 47 de anfíbios. A diversidade da fauna local também pode ser conferida no número de aves, atualmente já foram registradas 348 espécies, entre elas as aves carcará, anum, jaçanã e gavião turuna entre outros. Atualmente 20 espécies estão ameaçadas de extinção, entre elas a ararinha-azul e a arara-azul-de-lear.

Mas infelizmente, assim como outros biomas brasileiros, a Caatinga vem sofrendo ameaças do globo pela exploração predatória. As principais causas da degradação ambiental na região são a caça, as queimadas e o desmatamento para retirada de lenha. O bioma é rico em espécies endêmicas podendo ser considerado um dos conjuntos de formações vegetais mais especializados do território brasileiro. O bioma Caatinga engloba de forma contínua parte dos estados do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e Minas Gerais.

Sobre os cerrados, outro bioma ameaçado de forma agressiva no estado, nos anos 80 quase nada se efetivou junto ao cerrado, deixando claro a impotência da sociedade local em utilizá-lo além da pecuária extensiva praticada desde o início do processo colonizador. Em meados da década, colonos vindos do sul do País se instalaram na região sul do Estado e conseguiram estabelecer uma produção regular de arroz resultante de parcerias efetivadas com o agronegócio exportador de soja da região de Balsas/MA, embora os maiores empreendimentos estivessem sujeitos a dificuldades de toda ordem gerados, principalmente, por uma crescente dívida, incapacidade produtiva e dificuldades de escoamento e comercialização da produção, o que levou, via de regra, à falência dos projetos existentes e ao abandono vergonhoso da terra, deixada nua, devastada, esgarçada.

Estamos ameaçados por todos os lados, em São Raimundo Nonato as populações da caatinga estão sendo colocadas a prova pelas empresas mineradoras, invasões de terras, pesquisas sendo feitas sem consulta, na calada da noite. No cerrados, região de Bom Jesus as grandes fazendas do agronegócio tomaram terras, ameaça de morte, sujam os rios e devastam a vegetação com apoio do governo, incentivo inclusive. Sem segurança para a população que está sendo jogada pra fora da sua terra e obrigada trabalhar nas grandes fazendas para sobreviver.

Hana Raquel Leal.

 

 

A realidade da água no MT

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A água, o bem mais precioso que a Terra nos deu, tem sido transformada em objeto pelo homem e virado disputa de mercado por grupos transnacionais.

Uma outra maneira de apropriação do uso da água tem sido as construções de hidrelétricas com o propósito de gerar energia para a população.

No Mato Grosso, uma das bacias atingidas pelas construções de hidrelétricas é a do Teles Pires, em Colíder e Nova Canaã do Norte, com a concentração de reservatório em fazendas e afetando atividade de dezenas de pescadores.

Com as barragens, ocorre a diminuição dos peixes, devido a mortandade de milhares de peixes e a diminuição da reprodução.

Também a realidade da usina hidrelétrica se Sinop é a mesma: exclusão de pescadores, assentados e ribeirinhos, os mais afetados com a construção da hidrelétrica.

“Dois assentamentos da Reforma Agrária são impactados pela construção da barragem, o Projeto Desenvolvimento Sustentável 12 de Outubro, no município de Cláudia, e o Projeto de Assentamento Weslley Manoel dos Santos, no município de Sinop. Esses municípios perderão uma grande parte de seu território, sendo mais de seis mil hectares, apenas no Weslley Manoel, e também pela divisão e isolamento de várias áreas devido o lago da hidrelétrica”. (Relatório do Fórum de Direitos Humanos e da Terra de MT 2017, p. 166).

Esse exemplo ilustra bem como tem se acentuado os conflitos fundiários no MT e os movimentos sociais que tem travado intensas lutas pela vida humana, da terra, da água, dos peixes são o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Comissão Pastoral da Terra(CPT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o Conselho Indigenista Missionário(CIMI) entre outros, que se organizam de maneira coletiva em família, comunidades tradicionais, territórios indígenas e quilombolas, bem como nos assentamentos e acampamentos.

O que contrapõe também ao agro-hidronegócio, em que funciona o capital industrial e financeiro a serviço do lucro, é a agricultura agroecológica.

“Na agroecologia…, o capital ecológico é o seu fundamento. Esse capital tem como lógica uma relação não industrializada com a natureza e se utiliza da própria natureza para a maximização qualitativa e quantitativa da produção: com adubos, fertilizantes, defensivos agrícolas, correção do solo, criação de animais etc que observam o respeito e cuidado com a natureza”… “Trata-se de uma alternativa, ao mesmo tempo, uma força política, econômica e de resistência à transformação da fauna, flora, solo, água e pessoas em mercadorias ou em ‘coisas’  para a exploração, uma vez que essa forma de agricultura considera os diversos  aspectos culturais locais, preserva os recursos ambientais e a biodiversidade biológica…” (idem, p. 170)

Essa é uma das maneiras pela qual podemos colaborar para que a vida na terra seja preservada: a fauna, a flora e principalmente a água, sem a qual nenhuma vida existiria.

“Terra, planeta água!”

Artigo produzido por Marilza Lopes Schuina, multiplicanda do Processo de Formação Continuada e Multiplicadora do Fórum Mudanças Climáticas e Justiça Social.

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